Stoner cita Rins como evidência e defende Honda: “Essas motos não são assim tão ruins”

Adam Scott
Adam Scott
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Bicampeão da MotoGP, Casey Stoner saiu em defesa da Honda. O australiano reconheceu que a marca japonesa está em dificuldades “há alguns anos”, mas usou a vitória de Álex Rins no GP das Américas no início do ano como evidência de que a moto não é assim tão ruim.

De visita ao paddock da MotoGP em Phillip Island, Stoner, que encerrou a carreira com a Honda em 2012, avaliou que os problemas vão mais além da equipe de corrida, já que mudanças feitas na fábrica parecem afetar o trabalho de pista.

“A Honda está em dificuldades há alguns anos”, disse Stoner. “È fácil ficar de fora e dizer que ‘o time não tem feito um bom trabalho’. Mas, na verdade, não é a equipe. Vai muito além disso. Não sabemos o quanto esforço estão direcionando para as corridas”, seguiu.

“Sei que algumas posições foram alteradas no Japão e parece que isso está afetando a equipe”, destacou. “As duas fábricas japonesas parecem estar um passou ou dois atrás. As fábricas europeias assimilam tudo um pouco mais rápido, estão à frente do jogo. É intrigante que os fabricantes japoneses estejam igualmente atrás dos europeus”, ponderou.

Na visão do #27, a partida de Marc Márquez para a Gresini Ducati tem um objetivo muito claro: “Marc vai dar a si mesmo uma chance de entender se é ele ou a moto”.

Questionado se Márquez pode conquistar o título da MotoGP em 2024, Stoner respondeu: “Ainda acho que ele provavelmente pode conquistar o campeonato em uma Honda, desde que acerte as coisas”.

“Vimos Álex Rins vencer em Austin. Ele dominou aquela corrida. Uma moto não passa de vencedora a extremamente pouco competitiva”, avaliou. “Sou da opinião de que essas motos não são assim tão ruins. Se podem vencer uma corrida no início da temporada — ele quase destruiu todo mundo —, então não deveria estar fora do top-10 no restante das corridas”, defendeu.

Casey avaliou que é fácil perder o rumo nas competições e apontou que, às vezes, é necessário que apareça alguém para mostrar que as coisas podem ser melhores.

“Infelizmente, às vezes você se perde nas corridas e precisa que alguém mostre do que é capaz. Também vimos isso com a KTM. Dani Pedrosa aparece em Jerez e aí todo mundo sobe. E ele faz de novo em Misano”, comparou. “Às vezes, você precisa de uma estrela guia para mostrar do que é capaz, aí dá confiança para todos os outros fazerem mais”, observou.

“É fácil sentar e achar que a grama dos outros é mais verde. Olhar para o que todos os outros estão fazendo. A Ducati está batendo a maioria das motos e fazendo um bom trabalho. É fácil perder o ânimo, a motivação e a confiança. E isso combinado te faz rolar montanha abaixo”, encerrou.

A MotoGP volta às pistas na próxima semana, entre os dias 27 e 29 de novembro, para o GP da Tailândia, no circuito de Chang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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