Traiu ou não traiu? – o clássico brasileiro

Adam Scott
Adam Scott
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Marcio Alario Esteves

Se há um mistério que rodeia a literatura brasileira há mais de um século, esse é o caso de Dom Casmurro, romance de Machado de Assis. Segundo Marcio Alario Esteves, o livro foi publicado em 1899, na segunda fase de Machado (fase realista), narrando a história de Dom Casmurro, vulgo Bentinho.

É possível perceber desde a primeira página do livro que, por revelar apenas uma perspectiva dos fatos, o narrador não é confiável, sendo assim, Marcio Alario Esteves revela que não temos acesso ao que de fato aconteceu.

Marcio Alario Esteves explica que a desconfiança entre Bentinho e Capitu é presente em todo romance, desde quando ainda eram crianças até o nascimento de Ezequiel, seu filho que, por conta da semelhança da aparência e no jeito de agir entre o menino e seu amigo Escobar, o fazia acreditar que era fruto de traição.

Apesar de muito astuta e esperta, Capitu jamais deu indícios reais de traição, sendo assim, apenas com as desconfianças de Bentinho, não é possível defender nem um nem outro. Afinal, todos os achismos de Bentinho, podem ser facilmente compreendidos como uma má interpretação da parte do personagem, desde a dificuldade para engravidar, até o ciúmes e a desconfiança que ele sentia pela Capitu.

Marcio Alario Esteves explica que esse mistério não pode ser resolvido por conta das circunstâncias apresentadas não serem o suficiente para que haja uma confirmação concreta da traição. Sendo assim, é possível tirar várias conclusões incertas a partir da perspectiva de Dom Casmurro. O clássico é leitura obrigatória, carregando em seu enredo a grande riqueza da literatura brasileira. Marcio Alario Esteves elucida a importância da leitura e recomenda a todos! 

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