Economia solidária, um conceito de inovação mundial e do fazer diferente

Adam Scott
Giovanni Cataldi Neto

Atualmente, muitas empresas e pessoas têm se preocupado com o uso dos recursos naturais na produção e consumo, não é mesmo? Giovanni Cataldi Neto, economista pós-graduado pela FGV, acredita que, junto com essa preocupação, o interesse por inovação e soluções que melhorem a qualidade de vida e, ao mesmo tempo, colaborem com uma realidade mais sustentável, também aumentou. 

Nesse aspecto, adotar a economia solidária pode ser muito eficaz, isso porque, se trata de uma maneira de manter a economia ativa e ainda colaborar com a conservação ambiental. É por meio dessa adoção que as empresas passam a repensar seus papéis sociais e como podem contribuir para tornar o mundo um lugar menos desigual e com mais oportunidades ideais para todos. 

Definindo a economia solidária

Na percepção do economista Giovanni Cataldi Neto, a economia solidária tem como base a solidariedade, colaboração e coletividade, fazendo com que as relações entre empresas e pessoas sejam mais justas no âmbito social e sustentável pelo lado econômico e ambiental. Dessa forma, ela segue direção oposta ao modelo econômico tradicional, pois visa descentralizar a economia baseada em acúmulo de capital e patrimônio.

Giovanni Cataldi Neto compreende que ela é um modelo com meta de criar empresas que sejam administradas por grupos ao invés de uma única pessoa. A ideia visa, portanto, manter uma atividade econômica baseada na colaboração e na autogestão, isto é, com colaboradores que atuem simultaneamente como funcionários e proprietários, com lucros divididos de maneira igualitária.

Não obstante, a economia solidária se preocupa com a preservação ambiental. Ou seja, com meios alternativos de produção e consumo que utilizam os recursos naturais de maneira consciente e responsável para que não se esgotem e prejudiquem a manutenção da vida do Planeta. 

Desvendando sua importância e impacto

Os principais empreendimentos que fazem parte da economia solidária são: cooperativas de reciclagem, grupos de agricultura familiar, coletivos ecológicos, pequenos e médios produtores de alimentos orgânicos e empresas cooperativas de crédito. O economista Giovanni Cataldi Neto acredita que, independente de qual seja o modelo, todas elas carregam o objetivo em comum desse modelo econômico: a contribuição social.

Isso porque, com tanta desigualdade e problemas sociais desencadeados pela pobreza, muitas pessoas no Brasil e no mundo não possuem acesso a uma renda justa que permita uma vida digna e de qualidade. O economista Giovanni Cataldi Neto entende que é nesse aspecto que a economia solidária atua. 

Por meio da economia solidária, empresas pequenas, médias ou grandes conseguem seguir os princípios de valorização da vida humana, da justiça social, da sustentabilidade e da solidariedade. Aplicar esses aspectos no dia a dia profissional é uma maneira de manter a economia nos eixos e, ao mesmo tempo, promover ações que diminuam os problemas sociais e ambientais da Terra.

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